domingo, 2 de janeiro de 2011

14ª DP Instaura Inquérito para apurar crime de RACISMO.


Jovens humilham nordestinos e pobres em comunidades pela internet.

Uma escola de samba recebeu ameaças depois que divulgou que faria uma homenagem aos migrantes no próximo carnaval.

Pela internet, jovens humilham nordestinos que vivem em São Paulo e a população mais humilde do Rio de Janeiro. Os casos vieram a público esta semana e viraram assunto de polícia.

São Paulo capital do Nordeste. Uma homenagem da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, no carnaval 2011, virou motivo de ameaça. “A gente recebeu vários e-mails ofendendo a escola por estar fazendo uma homenagem aos nordestinos”, conta o presidente da Acadêmicos do Tucuruvi, Jamil Abdo.

Em uma das mensagens - cheias de palavrões – os nordestinos são chamados de povinho de cabeça chata.

No Rio de Janeiro, mais ofensas pela internet. Desta vez, o alvo são pessoas que visitam a árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas. “Chega a ser repugnante o que está escrito. Gente dizendo que pessoas que moram no subúrbio e na Baixada Fluminense são menores e piores, “gentinha’”, diz o delegado Fernando Veloso.

No Rio e em São Paulo, os autores das mensagens podem até ser presos pelo crime de racismo, que tem pena de até 5 anos de prisão. “Quando a gente pensa em crime, pensa em arma, violência e agressão. Não é um crime nesse sentido mas é tão grave quanto um crime que é cometido com arma em punho porque ofende a dignidade das pessoas”, explica Veloso.

João Marcos Crespo é estudante de Direito e mora próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas, um bairro nobre da cidade. “Na residência dele, foram arrecadados objetos que fazem menção ao nazismo”, revela o delegado.

Uma das idéias valorizadas por João Marcos é a eugenia, tese valorizada também por Hitler para justificar a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Para a polícia, o estudante escreveu mensagens racistas. Elas dizem que moradores de subúrbio tem genética inferior, criticam seu cabelo, sorriso e estatura. Esta semana, João Marcos foi interrogado pelo delegado.

“Ele atribui essas mensagens a uma suposta brincadeira. A gente percebe pelo teor das mensagens que não é brincadeira”, argumenta o delegado. Ligamos para o telefone dele. “Nós estamos em um momento em que não queremos falar”, disse o rapaz.

Em São Paulo, o Fantástico conversou também, por telefone, com Caio César, foi ele quem escreveu a mensagem mais agressiva pela escola de samba. O estudante se recusa a admitir que errou ao ofender os nordestinos.

“Eu não me arrependi de criticar. Eu me arrependi de usar as palavras que usei, entendeu? Qualquer outra escola, eu teria criticado do mesmo jeito”, afirmou.
O repórter Valmir Salaro perguntou se Caio tinha alguma coisa contra os nordestinos. “Jamais, eu sou neto de nordestinos, meu querido”, avisou.

Caio César aparece nas fotos com uma bandeira de São Paulo tatuada nas costas. No texto ofensivo aos nordestinos, ele se diz um paulista separatista. “Sim, eu sou separatista”, alegou durante a conversa com o Fantástico por telefone.

Movimentos separatistas querem a independência de alguns estados formando um novo país. Essa ideia nunca vingou no Brasil. “É uma qualidade do Brasil impedir tendências separatistas que sempre levam à discriminação e ao racismo”, avalia o historiador Marco Antonio Villa.

“Você pregar o separatismo tendo como argumento que as outras pessoas são de uma raça inferior é crime”, garante uma delegada.

A delegada e o defensor público Ricardo César Franco são especializados em crimes raciais. Eles acompanham o crescimento de comunidades da internet que pregam ideias preconceituosas. “Migrantes tomam as vagas das nossas crianças nas escolas e creches e aumentam a demanda por merenda. Migrantes querem tomar tudo que pertence aos paulistas. Ao contrário do que pensam, São Paulo não é colônia ou filial do Nordeste”, diz o texto é uma espécie de texto que circula pela internet.

As ofensas que chegaram à Acadêmicos do Tucuruvi seguem esse mesmo pensamento. Mas Caio César não admite que suas afirmações foram criminosas. “Cara, se é crime isso, tem muito criminoso solto por aí então”, argumentou durante conversa com o Fantástico.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Preso assaltante que roubou loja no Leblon

Matéria publicada no G1

Matéria publicada em O Dia

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Disque-drogas: Atores e DJs famosos na lista de clientes (Fonte: O Dia)

Polícia prende, em Botafogo, taxista que comandava esquema

Rio - Um esquema de disque-drogas que atendia atores e DJs famosos foi desarticulado ontem por agentes da 14ª DP (Leblon). Apontado pela polícia como um dos maiores ‘entregadores’ de drogas da Zona Sul, o taxista Leordino Nascimento Ferreira, o Dino, 49 anos, foi preso em flagrante. Segundo a polícia, seu faturamento chegava a R$ 20 mil por mês. A droga era entregue dentro de sacos de pipoca.

Dinheiro apreendido e maconha, que era entregue em sacos de pipoca | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
 Leordino começou a ser investigado há dez dias, após denúncia. Os policiais interceptaram ligações do taxista, com autorização da Justiça. De acordo com os agentes, os clientes ligavam para Dino, que levava maconha e cocaína ao local combinado. A pessoa que pedia a droga entrava no táxi, um Bora, e durante volta no quarteirão, o motorista repassava a encomenda.

O taxista foi preso na Praia de Botafogo, por volta das 17h. Com ele, foram encontradas 20 trouxinhas de maconha e R$ 1.184. Segundo a polícia, no momento da prisão, uma mulher que havia acabado de comprar maconha estava no carro. Ela contou aos policiais que a droga seria para consumo próprio e que havia pago R$ 100 pelo entorpecente. A mulher foi autuada como usuária e, após prestar depoimento, foi liberada.


Segundo o inspetor Alberto Gomes, do Grupo de Investigação Complementar (GIC) da 14ª DP, Leordino tem 16 anotações criminais por furto, roubo e homicídio, além de um mandado de prisão por roubo. Com ele, foram apreendidos dois telefones celulares, com mais de 200 nomes na agenda.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

GOLPE DO PLANO DE SAÚDE


Policiais do programa de Delegacias de Dedicação Integral ao Cidadão (DEDIC) da 14ª DP/Leblon, prenderam em flagrante na nesta terça-feira, CLEUZA EVANGELISTA DE OLIVEIRA, 43 anos, pela prática de ESTELIONATO. Ela é acusada de aplicar em vários médicos o GOLPE DO PLANO DE SAÚDE, oferecendo credenciamento na AMIL para profissionais de várias especialidades médicas, recolhendo destes uma taxa de ingresso para propiciar o andamento do processo de inclusão dos profissionais na referida empresa.

Segundo o Dr. Alessandro Thiers, Delegado Assistente da 14ª DP, os policiais da unidade já vinham efetuando investigações baseada em Registros de Ocorrência que davam conta de uma mulher que estaria se apresentando a consultórios e clínicas como agente de credenciamento de PLANOS DE SAÚDE, recebendo valores dos profissionais para a viabilização de processos de inclusão nos orientadores médicos que nunca se efetivavam.

CLEUZA se apresentava como representante da AMIL e demonstrando conhecimento dos procedimentos para credenciamento de profissionais médicos daquela empresa, agia com desenvoltura juntando currículos e documentação dos candidatos, recebendo uma primeira parcela para iniciar o processo de inclusão, retornando posteriormente para cobrar inclusive uma complementação desta taxa de adesão apresentando diversas desculpas pela demora do aparecimento do nome do “credenciado” no livro Orientador Médico da empresa.

O Dr. Thales Nogueira Cavalcanti, Delegado que lavrou o FLAGRANTE e que se encontra à frente das investigações espera que agora, com a divulgação do GOLPE e da FOTOGRAFIA da autora do delito, outras vítimas possam se apresentar para proceder ao reconhecimento da ESTELIONATÁRIA facultando a Instauração de outros procedimentos contra CLEUZA ou até mesmo a identificação de outros indivíduos que atuem na prática da mesma modalidade criminosa.

A Cuzada disse NÃO!!!




Os moradores da Cruzada São Sebastião continuam a dar exemplos de CIDADANIA e de confiança no trabalho da Polícia Civil, denunciando os indivíduos que insistem em tentar fazer daquela comunidade um ponto de venda de drogas.

Desta feita a 14ª DP/Leblon, uma unidade do programa DEDIC - Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão, que neste mesmo ano prendeu dezenas de pessoas ligadas ao tráfico de drogas naquela localidade, demonstrando a intolerância para com a reiterada prática de delitos na área da unidade, foi alertada POR TELEFONE para a presença de um homem que comercializava drogas no local.

Com a descrição do elemento e a informação do local onde o mesmo escondia o material ilícito que era vendido (960 sacolés de cocaína e 33 trouxinhas de maconha), bastou que os agentes da unidade procedessem ao local e efetuassem a PRISÃO EM FLAGRANTE do nacional pelo crime de Tráfico de Entorpecentes.

Com esta ação simples da população ordeira do Leblon e Ipanema, denunciando a criminalidade e a resposta RÁPIDA e EFICIENTE da Polícia Civil, construímos o ambiente necessário à criação de nossos filhos e filhas em uma sociedade mais justa, próspera e livre de drogas.

Parabéns portanto, aos moradores da Cruzada São Sebastião pela coragem e confiança depositadas nas instituições da área da Segurança Pública em nosso estado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Polícia afirma que caixas abandonadas na Zona Sul são de campanha publicitária

(Fonte: Jornal O Globo On Line)

A equipe de Operação com Cães da PMERJ faz varredura. 
RIO - Arcas de madeira abandonadas nas praças General Osório e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; na praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana; e no Parque dos Patins, na Lagoa, fizeram com que ruas fossem isoladas e policiais fossem mobilizados. Em meio a onda de ataques ordenados por traficantes, cogitou-se a existência de explosivos nas caixas.

A agência de marketing Moda Promoções & Eventos confirmou a realização de uma ação publicitária na Zona Sul do Rio de Janeiro. A agência, no entanto, disse que não havia nenhum responsável pela ação promocional para comentar o assunto.
Oficial da PM e Delegado conversam sobre varredura.
A Polícia Civil divulgou nota informando que não havia explosivos nos pacotes. De acordo com o delegado Fernando Veloso, da 14ª DP, do Leblon, o material pertencia a uma empresa de promoções e eventos, que teria pedido licença à prefeitura do Rio para colocar as caixas nos bairros, mas não obteve permissão.

Fernando Veloso disse que vai indiciar o responsável pela empresa por crime de contravenção, que tem pena de 15 dias a seis meses de prisão. O delegado também pretende levar o caso à Procuradoria Geral do Estado (PGE), para acionar a empresa a ressarcir aos cofres públicos as despesas decorrentes da mobilização policial.
Esquadrão Antibombas entra em ação.

Na terça-feira a empresa havia solicitado à Subprefeitura da Zona Sul autorização para espalhar cinco caixas de madeira em praças da Zona Sul. Segundo a Polícia Civil, apesar de a autorização não ter sido dada, os responsáveis pela empresa realizaram a promoção.

Em Ipanema, centenas de curiosos acompanharam o trabalho dos policiais. O trânsito de veículos, no entorno das praças, ficou caótico. A Visconde de Pirajá ficou interditada desde a Farme de Amoedo. O tráfego de veículo foi reaberto, pela Guarda Municipal, às 10h20m. A estação de metrô está funcionando normalmente.

Orifício é aberto em caixa pra análise do conteúdo.
Especialistas do Esquadrão Antibombas abriram a primeira caixa, na Praça Nossa Senhora da Paz, por volta das 10h. Dentro dela, havia apenas uma chave. A segunda caixa, na praça General Osório, foi aberta às 10h18m.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

18 de nrovembro - Militar do Exército é o autor do disparo.


Militar confessa ter atirado em estudante homossexual no Arpoador

RIO - O terceiro-sargento do Exército Ivanildo Ulisses Gervás confessou quarta-feira ter atirado, na noite de domingo, num estudante de 19 anos que estava no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, e havia participado da parada gay em Copacabana . A descoberta foi feita num trabalho conjunto da Polícia Civil com o Exército, com base em resíduos de pólvora encontrados na mão do militar, que tentou, para encobrir o crime, repor a bala disparada de sua pistola 9mm. Confrontado com estes indícios, o sargento confessou. Ele será indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima, que foi empurrada antes de ser baleada. A pena para esse crime pode chegar a 20 anos de prisão. 


Sargento que atirou teve prisão decretada 

Os terceiros-sargentos Ivanildo - que teve a prisão decretada pela Justiça Militar - e Jonatas Fernandes da Silva e o cabo Luiz Gustavo da Conceição Batista participaram ontem de uma acareação proposta pelo delegado titular da 14 DP (Leblon), Fernando Veloso. Os três foram reconhecidos pelas quatro testemunhas e pela própria vítima. Os acusados foram colocados numa sala entre outros quatro militares, também fardados e, segundo o delegado, não houve nenhuma dúvida por parte das testemunhas. Ainda de acordo com o delegado, há provas conclusivas contra os acusados.
- Eles saíram da área militar, o que é expressamente proibido, sem o consentimento da oficial do dia, xingaram os rapazes na rua e sacaram uma arma. Todas essas ações são irregulares e, por isso, eles estão envolvidos em dois inquéritos: um militar e outro na área civil.

 Os três militares envolvidos no caso são lotados no Forte de Copacabana e foram orientados a não olharem na direção das testemunhas durante a acareação para que não houvesse nenhum tipo de coação. Segundo o delegado eles aparentavam nervosismo e arrependimento. 

Especialistas do Exército examinaram todas as pistolas 9mm que estavam acauteladas no forte no dia do crime. Apesar de Ivanildo ter reposto a bala na arma após usá-la, os peritos constataram, com produtos químicos, que havia nela vestígios de um disparo recente. O autor do tiro tentou se defender, dizendo que o tiro foi acidental. Seu colega também admitiu envolvimento no caso. Os dois disseram que "teriam sido desafiados" pelo estudante. 

- O militar que atirou no estudante admitiu o crime e contou os detalhes do caso, pela sua ótica - disse o delegado. - Não há dúvida quanto à atitude homofóbica dos militares. 

O policial contou que os acusados disseram ter saído do forte à revelia dos seus superiores, com o objetivo de afastar as pessoas que estavam no Parque Garota de Ipanema. Já o estudante baleado voltou a falar sobre o caso ontem à tarde, lembrando que, após a manifestação, estava com os amigos quando o grupo foi abordado pelos militares, que usavam fardas de camuflagem. Um deles portava uma pistola. 

- Começaram a ofender, xingar, dizendo que, se pudessem, eles mesmos matariam cada um de nós com as próprias mãos, porque éramos uma "raça desgraçada" e tal... - lembrou a vítima. 
- Começaram a nos humilhar, bater, entre outras coisas. Foi quando um deles me empurrou no chão e atirou. Eu caí sentado e ele atirou na minha barriga. 

16 de Novembro - Polícia investiga agressões sofridas por jovem homossexual



Polícia investiga agressões sofridas por jovem homossexual

16 d enovembro - Jovem baleado tentará identificar militares.

Jovem baleado após Parada Gay tentará identificar os militares agressores.

As investigações preliminares começam a ser aprofundadas pela Equipe da 14ª DP/Leblon.